POR: JOSÉ BRILHANTE
Foto:
Renan Mota
As
marcas do passar do tempo em seu rosto. Suas mãos envelhecidas. Uma aliança em
seu anelar esquerdo como prova de amor eterno.
Um
olhar desconfiado ao fundo, com cabelos brancos e um vestido florido. É a sua
esposa, ou a “minha velha” como diz seu Dray.
Esperava
em sua cadeira de “macarrão” em frente a sua residência, sem pressa do tempo e
com a serenidade de quem já viveu oito décadas bem vividas.
O
frescor do entardecer contribui para a conversa fluir. A nostalgia torna-se
presente a cada palavra proferida como se a felicidade voltasse 40 anos atrás
com a sua Sulamba assada que levava para o tupyzão e seu “Teco-Teco” na mão,
torcendo, interrompendo o jogo com sua volta olímpica, após o gol, e trazendo
alegria para o Amazonas Esporte Clube, mais conhecidos como Cobra-coral.
Seu
“adversário” João Novo, não deixava por menos, levava o bode Bartolomeu, todo
“empalhitorzado” ou vestido com as cores do Sul América, para o
encontro épico das torcidas onde tudo e todos eram felizes em torcer pelo time
do coração. Essa era a magia, que levava
milhares de torcedores para o grande Tupy Cantanhede.
Foto:acervo Paulinho Faria
Foto:acervo Paulinho Faria
Bode Bartolomeu, na foto, com os jogadores do Sul América campeões dos anos 1970


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