Por:
José Brilhante
Foto: arquivo pessoal
Não
existia pressão e nem responsabilidade. O grupo formou-se anos atrás, sem mesmo
perceber.
As
alegrias, tristezas e dificuldades eram compartilhadas sem egoísmo.
Os
clássicos chamados de “até a morte”, disputados com todos os atributos dos
galácticos, entre o time do fundão e o da frente, uniam ainda mais.
As
brincadeiras lembradas até hoje, fortalecia tudo o que era questionado,
transformando-se em uma atmosfera fantástica, com amigos por um único objetivo,
sempre juntos para o que der e vier. O futuro nunca era um problema ou causava
preocupações.
Antes
do jogo ouvia-se dizer pelos adversários que a sorte tinha-os levados até a
final.
O
atacante que prometera fazer 10 gols só fez um, mas isso não importava, o grupo
estava na grande decisão.
A hora chega e o vestiário pulsava confiança.
O pensamento só trabalhava a vitória e espantava a derrota, com uma energia
inexplicável para os jogadores.
A
concentração e vontade de vencer que foram ouvidos do vestiário causavam
arrepios na torcida. O coro contagiante, percebido pelo adversário tornou-se um
jogador a mais para o time de irmãos afetivos que jogavam com o entrosamento de
anos a fil.
A
saída para o campo foi incrível, embalada pelas orações e cânticos do título,
que inevitavelmente o plantel vitorioso viria a conquistar. Após o apito final,
o choro foi apenas a consequência. Uma confirmação da mágica amizade que acabou
transformando-os em campeões.

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