segunda-feira, 7 de maio de 2018

LEMBRANÇAS DE CAMPEÕES




Por: José Brilhante
                                                  Foto: arquivo pessoal 


Não existia pressão e nem responsabilidade. O grupo formou-se anos atrás, sem mesmo perceber.
As alegrias, tristezas e dificuldades eram compartilhadas sem egoísmo.
Os clássicos chamados de “até a morte”, disputados com todos os atributos dos galácticos, entre o time do fundão e o da frente, uniam ainda mais.
As brincadeiras lembradas até hoje, fortalecia tudo o que era questionado, transformando-se em uma atmosfera fantástica, com amigos por um único objetivo, sempre juntos para o que der e vier. O futuro nunca era um problema ou causava preocupações.
Antes do jogo ouvia-se dizer pelos adversários que a sorte tinha-os levados até a final.
O atacante que prometera fazer 10 gols só fez um, mas isso não importava, o grupo estava na grande decisão.
 A hora chega e o vestiário pulsava confiança. O pensamento só trabalhava a vitória e espantava a derrota, com uma energia inexplicável para os jogadores.
A concentração e vontade de vencer que foram ouvidos do vestiário causavam arrepios na torcida. O coro contagiante, percebido pelo adversário tornou-se um jogador a mais para o time de irmãos afetivos que jogavam com o entrosamento de anos a fil.
A saída para o campo foi incrível, embalada pelas orações e cânticos do título, que inevitavelmente o plantel vitorioso viria a conquistar. Após o apito final, o choro foi apenas a consequência. Uma confirmação da mágica amizade que acabou transformando-os em campeões.   


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