domingo, 12 de maio de 2024

Comissão MOCAMBO MINHA LUTA É POR TI e parcerias realizam especial Dia das Mães

 

Os serviços de beleza e cuidados, envolvem, além da comissão, comunitários e funcionários do posto de saúde Celita Mentes



Esse é um dia especial, não que todos os dias não sejam, mas hoje, dia 12 de maio é, um dia que simboliza o cuidado que devemos ter com elas, as mães, um ser iluminado que dedica a vida em prol aos filhos.

Devido toda essa representatividade e importância, MOCAMBO MINHA LUTA É POR TI, junto com parcerias, não poderiam deixar em branco e, resolveram presentear, as mães mocambenses, de forma gratuita com cortes de cabelo, escova, hidratação, manicure e pedicure, ou seja, está oferecendo os cuidados que elas merecem.

E logo mais, ocorrerá um culto ecumênico, finalizando a data especial com um coquetel para todas as rainhas.  





quinta-feira, 25 de abril de 2024

Conquistas: escola na comunidade Marajá


O investimento começou a ser idealizado enquanto Renei Mocambo se tornou primeiro suplente. Após assumir como vereador, passou definitivamente a ser representante do povo mocambense na Câmara de Parintins e a concretizar o projeto junto a prefeitura.

 

Foto: divulgação 


A escola Novo Castelo foi equipada com lâmpadas Leds, motor de luz, ar-condicionado e poço artesiano. O investimento na educação, gerou empregos para 3 pessoas (um educador, um serviço geral e um operador de motor de luz).

Foi um ganho enorme para as 16 famílias que moram na localidade, que antes não tinham estrutura nenhum para educar seus filhos, tendo em vista que Marajá é a última comunidade do município de Parintins e, torna-se muito difícil atendê-los por causa da distância.

Em relação as vantagens que a escola trouxe, desde de 2019, quando inaugurada, Renei Mocambo, o legislador propositor da época, disse: "Apesar das dificuldades que a distância trouxe, o prefeito Bi, fez questão de atender todas as exigências do projeto idealizado por mim e minha equipe, equipando o prédio com todas as propostas do projeto, não deixando nada a desejar em relação as escolas da cidade. Educação de qualidade é a prioridade".


Renei em visita a escola já inaugurada 





domingo, 29 de maio de 2022

Escolinha Show de Bola encerra triangular em Juruti classificado para as finais da Copa Oeste do Pará


O saldo foi uma vitória e uma derrota. Agora, a próxima peleja vai ser em Monte Alegre, nas finais.  


Por: José Brilhante 

Fotos: José Brilhante 


O embate foi neste domingo, 29, contra os donos da casa, Palmeiras de Juruti Novo, as 16hs, no estado do Pará. 

Ao contrário do jogo anterior, onde Show de Bola dominou a partida, os donos da casa, se imporam e foram para cima, marcando o placar com Nicolas, atacante jurutiense. Mas já no final da primeira etapa, o zagueiro parintinense Davi, com uma cobrança de falta, bem cobrada, iguala o placar, deixando aberto a disputa pelo título do polo. 

Jogador do Palmeiras dominando a bola 

Com o cansaço do sol escaldante, o jogo acabou mudando, ficando favorável para os parintinenses, começando com a segunda etapa mais ofensivo e, o Palmeiras segurando o empate em 1 a 1 que lhe favorecia. Mas aos vinte minutos do segundo tento, o zagueiro do Palmeiras é expulso, por uma entrada forte, fazendo a  Escolinha Show de Bola ficar com  superioridade numérica. 

Jogadores do Palmeiras campeões do polo 

Contudo quem cresceu já no final da partida, foi os palmeirenses, fazendo 2 a 1, assim conquistando o título do polo e também umas das vagas para as finais em Monte Alegre, junto com Show de Bola que pegou a segunda vaga. 

Segundo Beto pupunha, um dos treinadores, o cansaço pesou na decisão: "Jogamos dois dias seguidos, vindo de uma viagem muito cansativa, de barco, e isso nos prejudicou um pouco. Mas, a avaliação final foi muito positiva e saímos com o objetivo principal". 


Gol de empate de Show de Bola 


  


sábado, 28 de maio de 2022

Show de Bola vence Terra Santa na estreia da 4° Copa Oeste do Pará

 

O polo está sendo realizado em Juruti Novo, com os garotos sub-17, representando Parintins, fazendo um belo jogo, com dois gols, em solo paraense.  


         Por: José Brilhante 

Momento do jogo 


O primeiro passo para a classificação para fases finais da competição, que ocorrerá em Monte Alegre, foi dado nesse sábado as 17hs, no horário do Pará, contra Terra Santa, no campo do Palmeiras de Juruti.

O primeiro tempo começou disputado e, com mais chances para Parintins, que atacou até abrir o placar, com Edmundo, camisa dez, aos 16 minutos do primeiro tempo.  O fim da primeira parte da peleja, foi truncado, com a Escolinha Show de Bola Esporte Clube, tentando manter o placar.

Equipe antes do jogo 

A segunda etapa da peleja, começou premiada para os representantes tupinambaranas com um belo cabeceio que quase deu em gol. Mas foi nos minutos finais, que Andreo camisa 88, vence a disputa contra o goleiro terra-santense, e amplia o placar para 2 a 0, fechando a conta.

Autor do primeiro gol, Edmundo 


Segundo Caçapava, um dos treinadores, o nervosismo foi uma barreira vencida: "O nervosismo da estreia já foi, nossa força de vontade foi o resultado, a vitória”.

Contudo, mesmo com a vitória é já classificado, os parintinenses, são o segundo do triangular, composto por Escolinha Show de Bola Esporte Clube (Parintins), Palmeiras (Juruti) e Terra Santa, que já está desclassificado.

Primeiro gol 

E só está faltando uma partida, agora contra os donos da casa, onde precisam de mais uma vitória para serem campeão do polo, de uma das maiores competições de base da região norte. 




 Abertura do jogo 
Vídeo: organização da competição 





 

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Show de Bola apresenta elenco para a Copa Oeste do Pará

 

Os atletas sub-17, junto com a comissão técnica, confraternizaram na Temakeria Chef Neto, colaborador, antes da viagem para competição, em Juruti Novo.


 POR: JOSÉ BRILHANTE



A confraternização aconteceu nesta quarta-feira, quatro dias antes da viagem e estreia, que ocorrerá na tarde de sábado, em solo paraense, em uma das maiores competições de base da região norte, para mostrar a união do elenco e o trabalho que está sendo feito.

A quarta Copa Oeste do Pará, chamada de Taça Rodrigo Lima, coordenada por Oseias Santos, começa uma das etapas nesse sábado, 28, em Juruti Novo, com a participação de Parintins (Escolinha Show de Bola), Juruti (Palmeiras) e Terra Santa (Escolinha Terra Santa).  

Comissão técnica 
Essa já é a segunda participação da Escolinha Show de Bola, representando Parintins na competição. Beto Pupunha, treinador e coordenador da delegação tupinambarana, agradece aos seus apoiadores: “Venho agradecer nossos colaboradores, como Prefeitura de Parintins, Supermercado Os Outros, Temakeria Chef Neto, SEMJUV, e o Edgar Gavião, administrador do estádio Tupy Cantanhede, que sem eles não teria Parintins no Pará”.

Em Juruti, só se classificarão o campeão e vice da etapa, que passarão para as fases finais em Monte Alegre, no mês de julho.


                                                                   CONFRONTOS 








 

 

segunda-feira, 23 de maio de 2022

Em busca do sonho: parintinenses entreiam em time profissional de Manaus


Ivo Júnior, Gabriel Belém e Denilson, são atletas da Escolinha Show de Bola. Um projeto desenvolvido por Roberto Azevedo, mais conhecido como Beto Pupunha, que tem revelado e dado muitas oportunidades a jovens de Parintins.


POR: JOSÉ BRILHANTE 

Foto da esquerda para direita: Ivo Júnior, Gabriel Belém e Denilson   


Os três atletas da ilha, tiveram sua estreia, nesse sábado, 20, no sub-19, do clube RB do Norte, pelo campeonato de base do Barezão. 

Elenco completo do Boto

Ivo Júnior (lateral esquerdo) que está desde dos quatro anos jogando futebol, Denilson (zagueiro) e Gabriel Belém (atacante), entraram em campo, no estádio Floro de Mendonça, defendendo as cores do RB contra o Penarol em Itacoatiara.

O clube tem como seu mascote, o Boto, e já começou seus treinos para jogar a segunda divisão do campeonato amazonense 2022, como estreante, no mês de julho. 

E com destaque, os três jogadores tupinambaranas, estão em busca do sonho de ser jogador de futebol e, já estão cotados para compor o elenco principal do Boto, que irá disputar a segundona do amazonense 2022.

Ivo e Denilson em lance de jogo 



sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Fábrica de móveis em Parintins começa a receber curriculum


A MOISÉS MÓVEIS PLANEJADOS, oferece vagas para Auxiliar de Produção em Parintins, com todos os direitos trabalhistas garantidos. 


POR: JOSÉ BRILHANTE 


A fábrica do empresário Moisés Valente, trabalha com móveis planejados em MDF, oferecendo serviços em todos os municípios próximos e, principalmente em Parintins, onde encontra-se o empreendimento. 

A Moisés Móveis Planejados, é localizada na estrada do Macurany, próximo a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e na rua de entrada do terreiro da Mãe Bena. A fábrica, oferece vagas com todos os direitos e carteira assinada. 

Pessoas na fila para entrega de curricum e entrevista 

A equipe estará recebendo os currículos a partir de hoje, (05/11). Não precisa possuir experiência na área. Os futuros funcionários, irão receber todo o treinamento necessário.


sábado, 25 de setembro de 2021

Gestora da Caetano Mendonça fala sobre a situação da escola

 

Na quinta feira, 23, os alunos da escola estadual, localizada no distrito do Mocambo do Arari, foram as ruas para protestarem contra o abandono e descaso com a infraestrutura, por parte do governo do estado. Segundo Ana Viana, gestora do local, o centro educacional foi fundado em 2009 e, já está na hora de receber os benefícios de uma reforma completa e ter um quadro suficiente de profissionais.  


 

POR: JOSÉ BRILHANTE

Foto: divulgação 

Ana Viana, relata que está fazendo a parte dela como gestora, sempre querendo o melhor e realizando o possível para seus alunos: “Todo gestor quer sempre o melhor para sua escola, os melhores professores e a melhor infraestrutura. De nossa parte, como gestora, estamos fazendo o que nos cabe, apoiando os alunos, mandando para a coordenadoria os ofícios, solicitações, encaminhando documentos e relatando os fatos existente ocorrido na escola. Infelizmente não depende só de mim”.

Foram um compilado de acontecimentos que ocorreram para os alunos tomarem a decisão extrema de ir para as ruas, na esperança de serem ouvidos pelos órgãos competentes.

 “Infelizmente tivemos problemas sérios na parte elétrica e que já foi resolvido, parcialmente. Agora o que está causando o desconforto nos alunos é a falta de professores nas disciplinas de Química, Física, Língua Portuguesa e Geografia, nas séries de Ensino Médio” relata a gestora.

A escola Caetano Mendonça foi fundada em 2009, e de acordo com a administradora, já está na hora de receber os benefícios de uma reforma completa, e ter um quadro suficiente de profissionais. Apesar de já terem recebido alguns materiais, que ainda não foram instalados,  por falta da empresa responsável.



sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Alunos do Mocambo vão as ruas para exigir melhorias na educação


Os estudantes pertencem a Escola Estadual Caetano Mendonça, localizada no distrito do Mocambo do Arari, e reivindicam muitos problemas que encontraram na volta as aulas. Principalmente a falta de professores e água.  


 

POR: JOSÉ BRILHANTE

Fotos: arquivos dos estudantes 

 

A manifestação organizada pelos estudantes, se deu por falta de estrutura mínima para estudarem, nessa volta, durante a pandemia do Coranavírus, que ainda não acabou.


 Os alunos da rede estadual só foram autorizados a voltarem cem por cento as aulas, sem levar em conta que a escola ficou mais de um ano e meio fechado, e deteriorando. Nenhuma melhoria foi feita. Lembrando que mesmo antes da pandemia, já existiam problemas de infraestrutura.

Mas, nesse retorno, os estudantes, encontraram diversos problemas. Como quadra poliesportiva interditada desde de 2018, incêndio ocorrido há um mês, por falta de manutenção elétrica e renovação dos equipamentos que combatem fogo. Os banheiros não possuem água, a caixa d’água está caindo aos pedaços e, principalmente, falta de professores.  Além de outros problemas que ainda faltam identificar.

Fachada da escola Caetano Mendonça 
 

Vivendo a situação, os alunos bem organizados, foram as ruas nessa quinta-feira, 23, as 13hs, pedir com palmas e cartazes, melhorias, com a esperança que chegue a esfera governamental ou se a prefeitura se compadeça e leve a situação ao governador.

Se caso não forem ouvidos pelos órgãos competentes, os estudantes já estão dispondo-se mais uma vez, como fala Alisson, 18 anos, discente do terceiro ano médio da Caetano Mendonça: “Até agora, tivemos pouquíssimas resposta. Por causa disso, iremos fazer uma reunião com os pais e coordenadores da comunidade, para fazermos um protesto ainda maior, para ver se nos escutam”.

Segundo ainda Alisson, os alunos não querem entrar mais em sala de aula, se a situação de precariedade permanecer, principalmente pela falta de professores.  



Protesto pelas ruas do Mocambo 


Fotos exclusivas da degradação e abandono da escola 

Quadra poliesportiva caindo aos pedaços 

Banheiros, sala de aula e ar-condicionados sucateados 

Sistema contra incêndio destruído 

Caixa d'água destruída 









 

 

 

 



domingo, 5 de setembro de 2021

Anvisa interrompe jogo ao vivo entre Brasil e Argentina


A partida estava ocorrendo pelas eliminatórias da Copa do Catar 2022 e foi cancelada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) após o problema sanitário mundial.


                          Por: José Brilhante                                    Foto: Divulgação


A partida foi interrompida no momento do jogo, 05,  as 15h4min, no estádio do Corinthians,  transmitida ao vivo pela Rede Globo de Televisão, por um agente federal da Vigilância  Sanitária do Brasil, por descumprimento sanitário  no combate ao Coronavírus. 

Quatro jogadores argentinos(Emiliano Martínez, Buendía, Cristian Romero e Giovani Lo Celso) que passaram pela Inglaterra,  que sofre restrições temporias por muitos países, inclusive o Brasil. Não eram para estar no jogo, sem a quarentena de 14 dias. 

Os jogadores, cometeram dois descumprimentos para entrar no Brasil: falsificaram  informações e não cumpriram a quarentena.

O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Antonio Barra Torres, fala porque chegou ao ponto de um agente invadir o campo e interromper a partida: "Quando ficamos a par da situação, a delegação da Argentina  se fechou. Os quatro joadores foram orientados a não sair do hotel, cumprir a quarerena de 14 dias para depois serem deportados. Eles sabiam que jogadores que passaram ou atuam na Inglaterra, não poderiam estar na partida e, descumpriram mesmo assim. Fomos até o hotel para autua-los e já tinham se deslocado para o estádio. Fomos ao estádio e trancaram o vestiário. Daí o motivo para o agente entrar em campo". 

Por esse mesmo motivo a Seleção Brasileira não trouxe  para partida nove  jogadores, e a  Argentina até ameaçou  não jogar, se seus homens não viessem para o jogo.  

Até o momento não se sabe quem autorizou o início da partida sem o aval da Anvisa. 


segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Causos de fantasmas: o demônio transfigurado de gorila


POR: JOSÉ BRILHANTE


Ilustração: Junior Fuziel 


Juca conta a história, toda vez que tem a oportunidade. As crianças adoram, arregalam os olhos e ficam ressabiadas de passar pelo mesmo local, onde aconteceu o sobrenatural.  

Era vazante, época de fartura e terra fértil. Tudo que se plantava, brotava frondosamente. A paisagem ficava linda, com belas praias marrons misturando-se com centenas de pés de feijão e milho, bem verdinhos, próxima a água barrenta.  

O local cresceu no misticismo. O boto rosa que vinha em busca das moçoilas, a feiticeira que se transforma em onça para comer gados dos fazendeiros ao redor (sempre tinha carne em abundância na casa dela) e a coruja rasga mortalha, que visitou a porta do amigo e vizinho de Juca, dias antes de morrer. Quando ela passa, anuncia morte. 

Com a partida do amigo, os costumes sempre falavam mais alto: após a morte de alguém próximo, ninguém poderia ir nas plantações, fazer qualquer coisa, porque apodrecia tudo e de todos, perdia-se toda produção. Era uma semana de luto. 

Juca estava aperreado. Teria que mandar algumas melancias para cidade e quitar uma dívida na pequena mercearia da comunidade. O dono já estava cobrando há tempos. 

-Eu quero meu dinheiro cabra. Você já está me enrolando há mais de 5 meses- falou o dono da quitanda

- Meu compadre acabou de morrer, você não tem coração?

- Eu tenho coração e muita dívida para pagar! – lembra o quitandeiro 

-Tenho uma plantação de melan...! Juca não termina a frase, sendo interrompido.  - Eu quero dinheiro seu safado. Somente isso.  Senão mando te dar uma surra, da bem dada! - decretava quem estava no prejuízo. 

“E agora meu compadre, me ilumina aí de cima. Não faça que apodreça o resto de minhas plantações” disse Juca, rogando ao amigo. 

Após muitos pedidos ao amigo celestial, as 5 horas da manhã, do outro dia, ele se arruma para lida, mesmo sabendo que a atitude poderia ser desaprovada por todos, era até um despeito. Mas não tinha escolha. O risco de beber somente liquido pelas próximas 8 semanas, fazia suas pernas tremerem. 

Juca, colocou o chapéu de couro, calça grossa, camisa mangas comprida, a espingarda (nunca se sabe quando pode encontrar uma caça no meio da estrada), botas sete léguas, e foi para plantação, sem saber o que poderia acontecer. A surra era coisa leve perto do que ia enfrentar. 

Ele trabalhava sozinho e lentamente, colhendo as melancias. O barco comprador, passaria somente no outro dia.  E sem pressa, as horas passaram, até a hora de largar o serviço, à noite. Mal sabia o que poderia estar lhe esperando. 

Percebendo que não enxergava mais nada, além da escuridão, Juca, arrumou-se e caiu na estrada. Tudo aquilo de frutas colhidas, já pagava sua dívida com seu credor. 

A caminhada era longa. Cada revoada de morcego e cânticos de coruja, arrepiava-se todo. Pedia ao amigo falecido, que o livrasse de qualquer mal.  Mas, não foi atendido. Ao longe, Juca ver uma moita se mexendo, e o coração palpitava a mil. As pálpebras aguçaram e, uma silhueta humanoide, com mais de 2 metros, estava se aproximando dele. 

No mesmo instante, os reflexos se foram. As mãos não aceitavam mais o comando do cérebro. Mas, lembrou que tinha a espingarda nas costas. Tentou atirar e a arma travou. 

Logo depois, um vento frio bateu no rosto, com Juca armado, mas sem eficácia. A única solução foi enfrentar de frente o desafio.

 Sem esperanças, observou direito e, estava bem próximo dele, um macaco andando em pé, de olhos vermelhos, babando de raiva, dando gritos e batendo no peito, parecendo estar com muita fome. Aí pensou logo: “Devo ser a janta dele. Esse macaco não é daqui. Deve ser o demônio. Meu Deus... me salva! ”. 

A primeira reação foi correr, mas não adiantava. Quanto mais corria, o algoz sempre estava perto. Sem opções, a única coisa que fez, foi entrar em luta corporal com o bicho. 

Mesmo sabendo que a batalha já estava perdida, acabou usando a arma como porrete, já que não estava atirando. Acertou bem na cabeça do macaco, para depois ver a espigar se espatifar em pedaços. De lá, só sentiu uma patada no peito.

Após muita demora, alguns moradores deram por falta de Juca. Ele praticamente sumiu da comunidade. Fizeram um mutirão em busca do morador. Depois de algumas horas de procura, o encontraram caído, desmaiado, com um grande roxeado no peito, parecido com uma mão de homem, só que muito grande. 

O trouxeram para a cede da comunidade e a notícia que Juca tinha sido encontrado morto, se espalhou rápido. Quando deram por conta, dezenas de curiosos, já o velavam. 

E para mais surpresa, o “morto” levanta da mesa de onde estava estirado, dá um grande susto no povo, pedindo um copo de agua, para em seguida poder contar o que houve. Como ressurgiu dos mortos e o que tinha lhe acontecido. 

Juca disse, rodeado de gente, que brigou com um grande macaco: “Era enorme, parentada. O bichão parecia um demônio. Até tentei atirar nele, mas a espingarda não prestou. Até dei uma cacetada, mas o macacão, tinha forças extraordinárias. Depois daí, peguei um tapa no peito e não lembro de mais nada”. 

Até o dono da taberna, se rendeu ao sobrenatural e resolveu dar um prazo maior para o ressuscitado, vítima do demônio macaco, pagar sua dívida.  

Nunca mais o macaco foi visto. E Juca, depois do ocorrido, sempre respeitou os dizeres ribeirinhos. 


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Causos de fantasmas: Ouro do além

 

 POR: JOSÉ BRILHANTE

CHARGE: JUNIOR FUZIEL


Ele nunca vem para os corajosos e gananciosos. Os espertos acabam o encanto. Adiam o presente para outro felizardo. O medroso é o escolhido, pelo dono do tesouro, que falecera centenas de anos atrás.

Não existiam bancos por essas paragens, nos tempos dos desbravadores da Amazônia. Os tesouros levados por eles, na maioria das vezes eram enterrados. Quando uma grande praga dos trópicos dizimava a colônia, todas as pedras preciosas e principalmente objetos de ouro, eram esquecidos e engolidos pela floresta.

Francisca uma ribeirinha, cresceu ouvindo histórias de encanto, onde o além enriquecia os compatriotas com avisos: uma centelha de fogo indicava o local ou o dono vinha como demônio rolando pelo chão, mostrar seu carma e o motivo de sua cólera depois de morto.

Acostumada a lidar coma vida do interior, chica como era seu agrado, estava na gestação do quinto filho e, trabalhava fazendo farinha até seus últimos meses de grávida. Tinha até um ditado: “Filhos fortes e saudáveis, começam a trabalhar ainda na barriga”.

Tempo vai e vem e, o último mês para dar  a luz ia chegando. Pelas dificuldades da idade, 35 anos, ela acabou diminuindo sua carga de trabalho. Suas tardes ficaram para se refrescar na rede, embaixo de um cajueiro na sombra. Aquele era seu deleite: conseguir pegar no sono com um vento, sem carregar o peso do barrigão.   

Ramos, o marido, acabou ficando mais ocupado, sempre trabalhando, mas ouvindo a esposa dizer que nos cochilos da tarde, escutava vozes lhe chamando.

- Uma voz conhecida me chama meu velho! Eu me desperto do leve sono e olho ao redor, não vejo ninguém. Só os passarinhos cantando.

- É minha velha, tu já deve está caducando - falou o marido rindo, quando viu a cara de desaprovação da esposa. – Isso deve ser só impressão tua, te acalma, não deve ser nada - termia a acalmando.

Era só Francisca colocar a rede, para os ventos trazerem a voz, entrelaçada pelas folhas caindo, como se o ar fresco viesse como um alto-falante, que só ela escutava.

Mesmo com “vista grossa” de Ramos para a situação (ele não estava acreditando muito), ela decidiu dar uma espairecida. Viajou para casa da mãe, na cidade, e os acontecimentos sessaram. Uma semana tranquila sem vozes a lhe aperrear na hora do sono. Mas, no instante que chica voltou para o aconchego do lar, crente que estava livre das vozes, elas voltaram.

Os olhos já iam se fechando quando escuta de novo: “Senhora, por favor, me escute, estou sofrendo, me ajude”.

Ela abriu os olhos de vez, tomou um grande susto, dando gritos descontrolados, toda se tremendo, parecendo que ia desfalecer. Mas, recuperou-se e viu que estava na frente de um jovem negro, com roupas feitas de sacas farrapentas, uma espingarda nas costas e um chapéu de palha, mais velho ainda.

Francisca não acreditou, reconheceu a voz de seus leves cochilos, esfregou os olhos para ver se o homem sumia. Mas ele continuava lá, pedindo ajuda, sem seu marido por perto. Ele certamente, se vesse, iria acreditar nela.

- Eu preciso me livrar desse carma, me liberta por favor. O meu Coroner, no leito de morte, deixou-me essa maldição, um tesouro. Eu nunca o encontrei, acabei com anos de minha vida procurando, até morrer! Me ajuda. Só me libertarei quando você encontrar. Agora eu sei onde está. Não sinta medo, sou o dono do tesouro, ele deixou para mim. Você pode me liberar dessa maldição e ainda ficar rica.

Nesse instante, chica ficou petrificada de medo, sabia que o homem não era real ou era um personagem das histórias que ouviu na infância. Mas, após ter certeza que aquilo estava acontecendo, fez o que jamais tinha imaginado, respondeu ao fantasma sofredor:

- Eu vou te ajudar. Onde está o que te aprisiona e não deixa você ir?

- Está debaixo desse cajueiro, onde dorme todas as tardes. Você tem que tirar essa noite, mas faça sozinha - disse o fantasma desaparecendo.

Chica muito apavorada, meio atordoada, nunca que ia no meio da noite, grávida, cavar a terra com muito medo de fantasma, era capaz de abortar. Acabou esperando o marido chegar para lhe ajudar a ficar rica.

- Meu velho, estou com muito medo, me ajuda. Sabe aquelas vozes? Era uma visagem, ele está sofrendo e quer me dar riquezas.

Caído em si, o marido já meio chateado, resolve tomar uma atitude: “Vamos tirar o tesouro essa noite, como ele disse, para ver se é verdade”.  A noite caiu e lá estava chica e o marido.

Com muita força ele começa a cavar. Após alguns minutos, a ferramenta bate em uma caixa de madeira, linda como nunca viu. Olhou para esposa e disse: “É aqui minha velha, acho que vamos ficar ricos”.

Na hora que abriu a tampa de madeira, viu seus ouros e pedras preciosas, transformarem-se em carvões, tão brilhantes que chegavam a ofuscar a vista. Ramos não acreditou. Uma fortuna, esvaiu-se por suas mãos. Chorou copiosamente até perder as lágrimas e dar-se por convencido que tinha perdido tudo, quebrando o encanto.

As riquezas eram para Francisca, e não para ele. Só ela poderia libertar o fantasma do seu sofrimento eterno.

 

  


segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Causos de fantasmas: o finado que enforcava

 

POR: JOSÉ BRILHANTE

CHARGE: JUNIOR FUZIEL


Sempre foi uma comunidade pacata nas cabeceiras do Uaicurapá, com lindas praias no verão e, pescadores em suas canoas buscando aquele almoço e jantar. Uma caça aparecia, e o cardápio mudava, porém, os tempos de abundancia tinham se esvaído. Suas casinhas ficavam lá em cima, em terra firme, como chamam os antigos. Para chegar, tinha que enfrentar uma escadaria gigante, sem fim.

Uma vez ao ano a festa do santo acontecia. Era o evento mais esperado. Os “cabocos” vestiam as melhores roupas e os perfumes mais cheirosos, para tentar conquistar as ribeirinhas.

Toda a igreja ficava ornamentada com bandeirolas coloridas.  A comunidade ficava animada, principalmente com os preparos das guloseimas, vendas de bingos e pratos sortidos.

A pastorinha era de lei, e quase todo mundo fugia da cigana, mas todos se “achegavam” a dança com música ao vivo. Após aproveitarem bem, cada um procurava sua turma e geralmente findava a noite com uma cachaça na praia.

Com Raimundinho não foi diferente, bebia álcool como água e, acabou aceitando fazer uma saideira com colegas que ainda não tinha visto pelas redondezas. Até aí nada de anormal em tempo de festa.

Lá pelas tantas, com todos já embriagados, um dos companheiros de bebedeira, resolveu se refrescar na água. Com o álcool acima, nenhum dos colegas se opôs, inclusive Raimundinho, que até incentivou o camarada ao refresco. Ele mesmo, só não foi porque não conseguia nem se levantar. Só se mexia com muita sonolência, para ouvir depois, gritos bem leves.

O recém colega que estava em apuros, de relance, desesperado, viu Raimundinho se mexer, gritou por socorro a ele, com último fôlego, mas não ouve resposta. Com a adrenalina, o álcool evaporou da corrente sanguínea, percebendo assim que não sabia nadar, e poderia morrer.

Lucas, começou a se debater na água, para encontrar algum apoio e salvar a própria vida, porque os companheiros em terra, estavam todos adormecidos, não sabendo distinguir o que era vento ou uma pessoa se afogando.

Com o raiar do dia. Organizadores da festa, iam acordando os bêbados e recolhendo o lixo da praia, até encontrarem um corpo boiando, indo e voltando na correnteza do rio, todo inchado e comido por alguns peixes.

A pele do morto (Lucas) boiando, ficou toda roxa. O rosto estava desfigurado com o crânio amostra. Os peixes carnívoros (piranha e etc) que habitavam a região, tinham rapidez e fome voraz. Os olhos estavam saltados para fora, esbranquiçados pela água. A cena típica hollywoodiana de terror estava materializada na realidade.   

Após verem o morto, gritos de “ele está morto, ele está morto. Está boiando meu Deus. Os olhos estão para fora”, acabaram acordando o resto do pessoal que se encontravam “desmaiados”. O grupo quase automaticamente fez a contagem e faltava um dos colegas, o rapaz da cidade que estava passando a semana naquele interior. E para descobrirem quem foi a vítima, fizeram apenas uma constatação: “É o Lucas”.

Raimundinho, após passar o susto, ficou refletindo! Poderia ter ajudado o finado, ainda em vida, porque talvez tenha sido o único a ouvir os pedidos desesperados de Lucas. Contudo, o rapaz já estava morto e, não podia fazer mais nada para acalmar a consciência.  

Para contribuir com sua aflição, os dois dias seguintes não foram muito bons. Estava se culpando. Mas, ao saber do enterro de Lucas (o finado), Raimundinho por incrível que pareça, ficou em paz.  

Como tradicional “caboco” ribeirinho, recompunha suas energias na rede. Quando estava num sono pesado e tranquilo, começou a sentir um forte odor de enxofre misturado com podridão e, um grande calafrio. De imediato, o corpo começou a reagir, fazendo-o despertar. Era o que parecia para ele.

Quando abriu os olhos, estava um homem de preto, todo molhado, com o rosto escondido por uma sombra nada reveladora, velando seu sono. O misterioso olhava fixamente para seu rosto, com aquele cheiro fétido, exalando no ar. Nesse instante o corpo começou a tremer, da ponta do dedão do pé, até os fios de cabelo, perdendo em seguida suas coordenações.

Os braços e pernas não conseguiam responder ao comando do cérebro, e tudo que poderia fazer, era tremer. Até o ainda místico, soltar uma frase e deixar aparecer, na vista de Raimundinho, os dentes de fogo, parecendo brasas ardentes.

- Eu te pedi ajuda, sei que tu ouviu - disse o homem para o aterrorizado.

Quando escutou a primeira palavra, o paralisado Raimundinho viu de onde vinha o cheiro no ar. A sombra se dissipou e, a metade do rosto do “dito cujo”, estava comido, com os olhos para fora, do mesmo jeito que encontraram Lucas.

Mudo, o amedrontado já sabia quem era, tentava ficar em pé a todo custo, mas o corpo continuava rígido dentro da rede. E quando escorria lágrimas pelo rosto, a visagem, baforando fogo, gritou mais uma vez, já pulando no pescoço de Raimundinho, que só fazia se debater, curiosamente como Lucas no momento da morte.  “Você deveria ter me ajudado, para eu não morrer, agora vou te levar comigo”, dizia o fantasma se deliciando com o desespero da vítima.

 Percebendo que estava em apuros, Raimundinho, começou a orar com as mãos gigantes em seu pescoço. Sentia a agonia, mas não sabia que aquilo era real. Em seguida, os músculos foram relaxando e as condições de lutar contra a situação apareceu.

Com o corpo molhado de suor e o pescoço cheio de marcas vermelhas, o ribeirinho  pinguço, desvencilha-se e se liberta, vendo o fantasma desaparecer por entre a escuridão.

Raimundinho assustado, logo que amanheceu, foi procurar o curador da comunidade, para receber umas benzeduras e, tentar não ser visitado de novo pelo “Demo”, como ele falava. Desde lá nunca mais foi visitado pelo além.  

 

 

POSTAGENS RELEVANTES